domingo, 17 de fevereiro de 2008

SENTENÇA


Subita vontade de ti agora

Plena necessidade de tua vinda agora

Agora e sem demora.


Infame desgosto,

Maldito esse meu sufoco,

De nao poder te encontrar,

De caminhar tanto e não te achar.


Preciso eu logo, logo,

sentir tua face

olhar teu olhar

mirar tua alma.

Conhecer seu espirito.


Mas as horas passam,

E com ela, muitos também

Todos sem muito a dizer

todos com pouco a contar.

E eu sem maneira de ouvir

E eu, sem muito a falar.


Temerosa sempre me acho,

A me embebedar de pensamentos incrédulos

Acreditando em sua existência já morta,

Em me achar apenas no universo de solidão.


Eu sei e te conto,

Conto-te com segurança!

Que não te acharei,

Eu sei, Eu sei,

Isso já é uma verdade.


Se eu condenada for à tua ausência,

Eu a aceito, e muito feliz,

Feliz com minha tristeza!

De não achá-lo, de não tocá-lo!

Feliz com a minha condenação!

Feliz com a minha sentença!

Feliz por nunca te encontrar!

Feliz, pois sei que não nunca vou amar!







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