
Subita vontade de ti agora
Plena necessidade de tua vinda agora
Agora e sem demora.
Infame desgosto,
Maldito esse meu sufoco,
De nao poder te encontrar,
De caminhar tanto e não te achar.
Preciso eu logo, logo,
sentir tua face
olhar teu olhar
mirar tua alma.
Conhecer seu espirito.
Mas as horas passam,
E com ela, muitos também
Todos sem muito a dizer
todos com pouco a contar.
E eu sem maneira de ouvir
E eu, sem muito a falar.
Temerosa sempre me acho,
A me embebedar de pensamentos incrédulos
Acreditando em sua existência já morta,
Em me achar apenas no universo de solidão.
Eu sei e te conto,
Conto-te com segurança!
Que não te acharei,
Eu sei, Eu sei,
Isso já é uma verdade.
Se eu condenada for à tua ausência,
Eu a aceito, e muito feliz,
Feliz com minha tristeza!
De não achá-lo, de não tocá-lo!
Feliz com a minha condenação!
Feliz com a minha sentença!
Feliz por nunca te encontrar!
Feliz, pois sei que não nunca vou amar!

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