
Por quê me olhas assim com um olhar tao envolvente, indecente, louco como se fosse louco em sua plena arte?
Por quê me tocas asssim como se soubesse tudo de mim? Se me descobre em riscos de dedos, desenhando-me. Ascendendo chamas adormecidas, quase falecidas. Digo emplorando a cessar! Eu quero não tornar-me brasa e a ti incendiar! Não quero será?!
Por quê me beijas assim com tanto gosto, tanto desavoroso...Tanto...preenchendo toda a minha boca com o todo voraz e pecado. Quero eu que assim seja sempre...sempre e mais, mais que a eternidade de nossas existências.
Por quê me tomas assim com tanta efervecência entre os teus braços e em poucos minutos ou meros segundos vejo-me despida, crua, pura? Como a mim faz feliz dando o todo do seu e ser homem em mim mulher, brincando com certas travessuras, encaminhando existências partidas em uma única vida, despertando chamas em chamas hão assim de ter incêndios.
Por quê não quero respostas? Quero sim mais porqueres, mais pensares do que é o agora e o vir depois. Do único a cada minuto. Do ser diferente sendo sempre igual. Do ser você sempre e sempre até o não ter fim; o não deixar de pensar do vim a perguntar: por quê?

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