quinta-feira, 21 de maio de 2009

Deixar

Deixa Eu Te Contar

Um dito meu

Somente teu

Que vai te agradar

Não quero mais deixar passar

Nenhum instante desse olhar

Que faz pulsar o meu coração

Dantes, iludido e em solidão

E esse dito Crescendo, arrasando

Frenético e ímpeto

Sucumbindo meu triste destino

Contemplo esse mais novo viver

Fazendo de tua pele o gosto bom de acordar em toda aurora

E dessa mesma pela que me perco

Tendo minha vida, enfim!

Chega de dizer depois

Se depois, amanhã, te darei uma nossa história

História essa de beijos, caminhos, sorrisos, lagrimas de viver desenfreadamente contente!

E que hoje eu juro!

Eu nasço, caminho, deslizo

Conspiro a nosso favor

Nada a temer, permita nos achar

E todo esse dito

Que embebeda meu coração

É um dito simples:

Que vou deixar de te deixar.



quinta-feira, 20 de novembro de 2008

VERBOS


Quem disse que vou desistir de me alegrar

Alegrar quando pensar em te achar

Achar teu rosto e dele me deslumbrar

Deslumbrar também de teu sorriso a todo instante me encantar

Encantar também de tua voz a mi fascinar

Fascinar com sua boca a me beijar

Beijar a sua, e meus dedos deslizar

Deslizar os meus em teu corpo q vivi a me adocicar

Adocicar em verdade de tua saliva que existe para me atentar

Atentar dela desejo sempre, se mais quiser, quero me condenar

Condenar aos teus delírios a me avuaçar

Avuaçar é minha cabeça, louca, de em você pensar

Pensar em ser feliz que começa só em ti olhar

Olhar teus olhos verdes que vivi também a me olhar

Olhar, os meus olhos vivem a se fascinar com a tua boca que um dia vai me saciar

Saciar também teu corpo a me desvendar

Desvendar

Fascinar

Encantar

Adocicar

Atentar

Condenar

Pensar

Avuaçar

Olhar

Tudo você meu rapaz,

Tantos verbos

Meras ações

Que hoje é pensamento

Amanha, tomara Deus, ações

Cenas, jeitos, cenas, feitos.

sábado, 25 de outubro de 2008

ESTRADA


Hei eu caminho por ai...
"Sem lenço, sem documento"
"Com cabelo ao vento"
Sem rumo e pouco entendimento

Ai, nao sei onde vou chegar.

A estrada de mim vai se apossar

E em nenhum lugar vou parar

Tenho apenas paisagem a me acompanhar

Eu quero rir

Eu quero chorar

Vou gritar de solidão
Um mundo será minha nova invenção.

Nao digo nada

Mas acho que falo algo
Nao sei se é certo ou falso

Se justo ou injusto

não com outro, mas comigo
A me encantar por um viver em sonhos

Em acreditar em mil encantos


Eu vou pegar a estrada
Vou rumo a passárdaga
"Ser amigo do rei"
Provar de todas as mordomias
De muitos amores.
Sem rima
Sem prosa
Sem frescura
com o pé na chão.


Vou fazer essas avenidas
Vou fazer uma descobrida
Vou inventar minha vida
Assim na calmaria
Sem pensar no depois
Sem contar os segundos
Segundos em andar nessa estrada

sábado, 30 de agosto de 2008

Socorro meu rapaz


Segure minhas mãos rapaz

Nao solte, pois posso cair nesse precipício


Segure meu coração rapaz

Nao deixe que ele se injurei e morra de desgosto


Aperte-me rapaz

Quero poder ouvir seu coração pulsar pelo meu


Nao seja assim meu rapaz

A nao se importar por mim

A me deixar abandonada enfim

Em casa lendo um livro triste


Corra meu rapaz me tire da solidão

Arranque-me de um cenário de um teatro barato

De cenas desgastadas sem nexo.


Socorro meu rapaz

Socorro por tua ausencia nao tenho paz

Segure meu coração, pois ele chora de solidão

Aperte minhas mãos e me leve para qualquer canto que nao seja de ti, longe

Socorro!


Oras...Oras moça com flores


Oras, oras...

Sonhar nao precisa está apenas no mundo do pensamento

Acreditando que a vida é so lamento

Fazendo racunhos de palavras tristes para seu contentamento.


Oras, oras...

Pudera eu deixar de ser um tanto romântica

E que muitos até me chamam puritana

Por simples acreditar em um amor que me encanta


Oras, oras...

Quero eu mesmo está assim

até que Deus em fim

Tenha compaixão do meu pesar

E me mande alguém para mim contentar


Oras, oras...

Deixe me envelhecer acreditando em alguém

Que me faz muito acreditar em histórias de folhetins feito por alguém

Do tempo de um cantar romancizado


Oras, oras...

Gostaria muito de rimar

Mas nem sei cantar

Muito menos amar

Mas, quem sabe

possa me achar.


Oras, oras...

enquanto o navio de minha salvação não chega

Vou naufragando em rudes beijos

Em figidos desejos

Um tanto vázios, um tanto sem jeito.


Oras, oras

Eu sim, a mim minto

Quem não mente?

Eu não sei amar,

Tenho medo de amar

Porém, de viver e não provar o amar


Oras, oras

Tudo isso é apenas sonho

Coisas de meu lamento

Rabiscos para meu contentamento.

Minhas angústias

Angústias de uma moça que em suas mãos segura flores a chorar.









sábado, 23 de agosto de 2008


De repente


De repente do pranto fez-se riso.

Contagiante e infindável como a linha do horizonte.

E das bocas antes distantes, vi a união como a terra e a água é para com flor.

E das mãos espalmadas de espanto, vi o clarão da serenidade.

De repente o vento calmo, uma tempestade de encantos.

E da paixão o sentido único de viver. E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente.

Fez-se do triste, o amante.

De sozinho, agora junto e contente.

Fez-se do amigo distante, o próximo.

Fez-se da vida uma aventura errante.

De repente, não mais que de repente pude ver uma nova aurora, um canto esplendido e admirável!
Não pude resistir, era o anúncio de um novo sentimento que deuses e mágicos não poderiam dizer nada, apenas admirar.

Uma mágica transcendental e incalculável, desmedida ainda poderá ser.

De repente não mais que de repente tive o poder desenfreado de deslizar no encanto de beijos, de vozes murmuradas, de um silencio avassalador de olhos e cheiros.

De repente não mais que de repente eu me vi assim um tanto que indiferente à solidão, avessa ao pessimismo que tanto me acompanhava.

De repente não mais que de repente, vi cores em breu, vi cheiro no vazio, ouvi cantos em desertos.

Vi você meu nobre encanto

Guri

Ele é meu guri

Ele é meu bem!

Ele é meu guri

Ele é meu bem!

Que me faz sorrir!

Que me faz feliz!

Que me faz tão bem!

Eu já nem sei quando,

Eu me vi assim

Eu já nem sei quando,

Eu me vi assim

Completamente gostando!

Completamente gostando!

Vou sair correndo,

Pra contar a ele

Vou sair correndo,

Pra contar a ele

Desse meu sentir

Desse meu gostar, assim...

Um tanto feliz

Pela vida dele!

E quando eu o avistar

Caio nos braços dele

E quando eu o avistar

Caio nos braços dele

E desses não sair

De jeito nenhum!

É que eu hoje mesmo

Nesses braços durmo

Nos braços dele... Dele!

Ele é meu guri.