sábado, 30 de agosto de 2008

Oras...Oras moça com flores


Oras, oras...

Sonhar nao precisa está apenas no mundo do pensamento

Acreditando que a vida é so lamento

Fazendo racunhos de palavras tristes para seu contentamento.


Oras, oras...

Pudera eu deixar de ser um tanto romântica

E que muitos até me chamam puritana

Por simples acreditar em um amor que me encanta


Oras, oras...

Quero eu mesmo está assim

até que Deus em fim

Tenha compaixão do meu pesar

E me mande alguém para mim contentar


Oras, oras...

Deixe me envelhecer acreditando em alguém

Que me faz muito acreditar em histórias de folhetins feito por alguém

Do tempo de um cantar romancizado


Oras, oras...

Gostaria muito de rimar

Mas nem sei cantar

Muito menos amar

Mas, quem sabe

possa me achar.


Oras, oras...

enquanto o navio de minha salvação não chega

Vou naufragando em rudes beijos

Em figidos desejos

Um tanto vázios, um tanto sem jeito.


Oras, oras

Eu sim, a mim minto

Quem não mente?

Eu não sei amar,

Tenho medo de amar

Porém, de viver e não provar o amar


Oras, oras

Tudo isso é apenas sonho

Coisas de meu lamento

Rabiscos para meu contentamento.

Minhas angústias

Angústias de uma moça que em suas mãos segura flores a chorar.









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