
Oras, oras...
Sonhar nao precisa está apenas no mundo do pensamento
Acreditando que a vida é so lamento
Fazendo racunhos de palavras tristes para seu contentamento.
Oras, oras...
Pudera eu deixar de ser um tanto romântica
E que muitos até me chamam puritana
Por simples acreditar em um amor que me encanta
Oras, oras...
Quero eu mesmo está assim
até que Deus em fim
Tenha compaixão do meu pesar
E me mande alguém para mim contentar
Oras, oras...
Deixe me envelhecer acreditando em alguém
Que me faz muito acreditar em histórias de folhetins feito por alguém
Do tempo de um cantar romancizado
Oras, oras...
Gostaria muito de rimar
Mas nem sei cantar
Muito menos amar
Mas, quem sabe
possa me achar.
Oras, oras...
enquanto o navio de minha salvação não chega
Vou naufragando em rudes beijos
Em figidos desejos
Um tanto vázios, um tanto sem jeito.
Oras, oras
Eu sim, a mim minto
Quem não mente?
Eu não sei amar,
Tenho medo de amar
Porém, de viver e não provar o amar
Oras, oras
Tudo isso é apenas sonho
Coisas de meu lamento
Rabiscos para meu contentamento.
Minhas angústias
Angústias de uma moça que em suas mãos segura flores a chorar.

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