sábado, 30 de agosto de 2008

Socorro meu rapaz


Segure minhas mãos rapaz

Nao solte, pois posso cair nesse precipício


Segure meu coração rapaz

Nao deixe que ele se injurei e morra de desgosto


Aperte-me rapaz

Quero poder ouvir seu coração pulsar pelo meu


Nao seja assim meu rapaz

A nao se importar por mim

A me deixar abandonada enfim

Em casa lendo um livro triste


Corra meu rapaz me tire da solidão

Arranque-me de um cenário de um teatro barato

De cenas desgastadas sem nexo.


Socorro meu rapaz

Socorro por tua ausencia nao tenho paz

Segure meu coração, pois ele chora de solidão

Aperte minhas mãos e me leve para qualquer canto que nao seja de ti, longe

Socorro!


Oras...Oras moça com flores


Oras, oras...

Sonhar nao precisa está apenas no mundo do pensamento

Acreditando que a vida é so lamento

Fazendo racunhos de palavras tristes para seu contentamento.


Oras, oras...

Pudera eu deixar de ser um tanto romântica

E que muitos até me chamam puritana

Por simples acreditar em um amor que me encanta


Oras, oras...

Quero eu mesmo está assim

até que Deus em fim

Tenha compaixão do meu pesar

E me mande alguém para mim contentar


Oras, oras...

Deixe me envelhecer acreditando em alguém

Que me faz muito acreditar em histórias de folhetins feito por alguém

Do tempo de um cantar romancizado


Oras, oras...

Gostaria muito de rimar

Mas nem sei cantar

Muito menos amar

Mas, quem sabe

possa me achar.


Oras, oras...

enquanto o navio de minha salvação não chega

Vou naufragando em rudes beijos

Em figidos desejos

Um tanto vázios, um tanto sem jeito.


Oras, oras

Eu sim, a mim minto

Quem não mente?

Eu não sei amar,

Tenho medo de amar

Porém, de viver e não provar o amar


Oras, oras

Tudo isso é apenas sonho

Coisas de meu lamento

Rabiscos para meu contentamento.

Minhas angústias

Angústias de uma moça que em suas mãos segura flores a chorar.









sábado, 23 de agosto de 2008


De repente


De repente do pranto fez-se riso.

Contagiante e infindável como a linha do horizonte.

E das bocas antes distantes, vi a união como a terra e a água é para com flor.

E das mãos espalmadas de espanto, vi o clarão da serenidade.

De repente o vento calmo, uma tempestade de encantos.

E da paixão o sentido único de viver. E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente.

Fez-se do triste, o amante.

De sozinho, agora junto e contente.

Fez-se do amigo distante, o próximo.

Fez-se da vida uma aventura errante.

De repente, não mais que de repente pude ver uma nova aurora, um canto esplendido e admirável!
Não pude resistir, era o anúncio de um novo sentimento que deuses e mágicos não poderiam dizer nada, apenas admirar.

Uma mágica transcendental e incalculável, desmedida ainda poderá ser.

De repente não mais que de repente tive o poder desenfreado de deslizar no encanto de beijos, de vozes murmuradas, de um silencio avassalador de olhos e cheiros.

De repente não mais que de repente eu me vi assim um tanto que indiferente à solidão, avessa ao pessimismo que tanto me acompanhava.

De repente não mais que de repente, vi cores em breu, vi cheiro no vazio, ouvi cantos em desertos.

Vi você meu nobre encanto

Guri

Ele é meu guri

Ele é meu bem!

Ele é meu guri

Ele é meu bem!

Que me faz sorrir!

Que me faz feliz!

Que me faz tão bem!

Eu já nem sei quando,

Eu me vi assim

Eu já nem sei quando,

Eu me vi assim

Completamente gostando!

Completamente gostando!

Vou sair correndo,

Pra contar a ele

Vou sair correndo,

Pra contar a ele

Desse meu sentir

Desse meu gostar, assim...

Um tanto feliz

Pela vida dele!

E quando eu o avistar

Caio nos braços dele

E quando eu o avistar

Caio nos braços dele

E desses não sair

De jeito nenhum!

É que eu hoje mesmo

Nesses braços durmo

Nos braços dele... Dele!

Ele é meu guri.








sábado, 16 de agosto de 2008


Quem me faz chorar....Chorar


Vou chorar para em seguida, sorrir.
Sangrar para depois ser feliz
Escuro para surgir.

Cantar para se encantar.
Bailar porque pude festejar
Beber, para a vida aproveitar.

Beijar e não temer se apaixonar
Cortejar para sempre amar
Caminhar para finalmente achar.

Se achar, manter
Para manter, sonhar
Sonhar... Realizar

Ah o realizar!
Muitos obstáculos
Oh Deus! Tantos acasos.

Vou chorar e eu mesmo, as minhas lágrimas, eu vou enxugar.
Sangrar, na próxima cautelar.
Escuro, a luz para não... Não para incomodar.
Cantar, eu vou desafiar
Amargo esse é o meu beijar
Cortejar?
Só Se eu me achar
Se achar, temer em sonhar
Sonhar e em partes realizar.
Tudo isso por obstáculos
Tantos acasos em meus casos