sábado, 23 de agosto de 2008


De repente


De repente do pranto fez-se riso.

Contagiante e infindável como a linha do horizonte.

E das bocas antes distantes, vi a união como a terra e a água é para com flor.

E das mãos espalmadas de espanto, vi o clarão da serenidade.

De repente o vento calmo, uma tempestade de encantos.

E da paixão o sentido único de viver. E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente.

Fez-se do triste, o amante.

De sozinho, agora junto e contente.

Fez-se do amigo distante, o próximo.

Fez-se da vida uma aventura errante.

De repente, não mais que de repente pude ver uma nova aurora, um canto esplendido e admirável!
Não pude resistir, era o anúncio de um novo sentimento que deuses e mágicos não poderiam dizer nada, apenas admirar.

Uma mágica transcendental e incalculável, desmedida ainda poderá ser.

De repente não mais que de repente tive o poder desenfreado de deslizar no encanto de beijos, de vozes murmuradas, de um silencio avassalador de olhos e cheiros.

De repente não mais que de repente eu me vi assim um tanto que indiferente à solidão, avessa ao pessimismo que tanto me acompanhava.

De repente não mais que de repente, vi cores em breu, vi cheiro no vazio, ouvi cantos em desertos.

Vi você meu nobre encanto

Um comentário:

Anônimo disse...
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