quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Simples Nudez


Nu! Serão com as minhas mãos que desejo contornar todo o seu corpo. Sentir partes por partes, numa brincadeira ousada e deslavada, sem pudor e vergonha. Onde não mais por onde é evocada toda uma troca de insanos desejos, vindos de corpos suados que explodem em plena vontade da carne.

Nu! Quero assim te ter e ver. Saborear o que de mais belo tens e juntos nos direcionar a um mundo, além desse mero mundo de seres patéticos voltados a ingênuas sensações! Descrevendo a unicidade de nossas existências! De nossas vontades.

Nu! Quero detê-lo sobre e sob mim! Quero sofrer uma morte em pleno gozo da vida! Ver sendo arrancado do dizer meu, gemidos e delírios, meras palavras sem nexos, como se fosse uma louca desvairada que mais quer e mais deseja, no impulso frenético do desejo jovem!

Nu! O vejo assim quando por mim passa. Quando o teu cheiro de homem a mim isala e desperta quereres desconfortáveis a este meio de falsas morais, decências, pois não temos máscaras e um e outro são fiéis de coração e vontades, comunicando-se intensamente com um simples olhar, toques, sorrisos.

Descontrolados e selvagens em busca da plena liberdade e prazer. Onde nossas vestimentas estarão presentes contra a nossa vontade! Onde palavras já não terão essências. Onde gestos e movimentos serão partes de uma viagem curta, mas o suficiente para dizer o quanto foi e sempre será pleno o gozo em vê-lo: Nu!

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